Permanecia olhando a terra, a sepultura, meditando nesta realidade que até antes não suspeitara: — Quando os nossos vão se acabando, a terra, que é um elemento quase indiferente à gente, vai tomando significado, vai adquirindo coração, vai ficando querida. E à proporção que os anos passam, ela vai deixando de ser simples terra, para ser nosso pai, nossa mãe, nosso marido, nosso irmão, nosso filho; até tornar-se nós próprios.
Maria da Tempestade – de João Mohana – (fragmento)


